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7 Passos Para Seres Mais Gentil Com A Pessoa Mais Importante Da Tua Vida

Para quê sequer tentar? Ninguém se importa comigo. Este pensamento passa pela minha cabeça pelo menos uma vez por dia, graças à minha luta com uma conversa interna negativa. E se tu também és alguém que faz sempre comentários maldosos para ti mesmo, estás longe de estar sozinho.

Para quê sequer tentar? Ninguém se importa comigo.

Este pensamento passa pela minha cabeça pelo menos uma vez por dia, graças à minha luta com uma conversa interna negativa. E se tu também és alguém que faz sempre comentários maldosos para ti mesmo, estás longe de estar sozinho. Pensamentos como “Oh, és tão estúpido” ou “És gordo demais para usar isso” são exemplos básicos do modo como muitos de nós conversamos connosco todos os dias.

“A conversa interna negativa pode ser extremamente marcante na tua vida diária”, diz a psicóloga Ashley Hampton, Ph.D.

“Os nossos pensamentos influenciam os nossos sentimentos e os nossos comportamentos. Isso pode levar a comportamentos negativos, como isolamento, falta de motivação e o desejo de não se envolver em atividades que lhe tragam felicidade.”

Além de aumentar a depressão e o isolamento, os pensamentos negativos podem levar a mudanças físicas. Um estudo de 2015 descobriu que adolescentes que se consideravam com sobrepeso, apesar do seu peso corporal estar dentro da faixa normal, eram mais propensos a tornarem-se obesos mais tarde na vida. Agora, pensar “eu sou gordo” uma ou duas vezes não te vai fazer engordar um dia, mas o estudo mostrou uma conexão direta entre pensamentos negativos e um resultado negativo.

A conversa interna negativa promove um ciclo de profecias auto-realizáveis ​​e impede que vejas o lado positivo. A maioria de nós provavelmente já sentiu os seus efeitos antes. Quando dizes a ti mesmo: “A entrevista de emprego vai ser terrível. Eu sou horrível. Oh, Deus, vamos nos preparar para este desastre”, tu estás a preparar-te para fazer um trabalho terrível quando a entrevista realmente acontecer . Achamos que vamos fazer mal, o que nos faz efetivamente fazer mal, o que nos faz pensar que faremos mal novamente na próxima vez.

Mas em vez de ficares preso nesse ciclone de tristeza, podes mudar a maneira como falas contigo mesmo. Nem sempre é fácil, mas treinadores, conselheiros e psicólogos têm algumas dicas sobre como transformar a tua conversa interna negativa num diálogo apaziguador.

1. Analisa-te

“Construir uma consciência da tua conversa interna negativa e reconhecer cada vez que estás a dar a ti mesmo uma mensagem negativa é o primeiro passo para minimizar o seu impacto”, diz o coach, Shefali Raina. Quando estás acostumado a ser mau para ti mesmo, podes até nem perceber o quão negativos são os teus pensamentos.

Shefali Raina recomenda acompanhares os teus pensamentos negativos por duas semanas. Basta anotares todas as vezes que disseres algo mau para ti mesmo. Talvez escrevas apenas algumas linhas numa página ou um diário inteiro cheio de ódio. De qualquer maneira, reconhecer a negatividade, é dar um bom passo para mudá-la.

Depois de descobrires a tua base de conversa interna negativa, tens que encontrar os seus gatilhos, o que despoleta esses pensamentos. Pergunta a ti mesmo se é mesmo verdade aquilo a que estás a reagir – “O meu amigo está sempre na praia. Ele tem uma vida melhor do que eu” – ou se estás a reagir a uma falsa apresentação – “Ah, ela está sempre a reclamar que não tem dinheiro. Esta foto da praia é apenas um exemplo da vida difícil que ela tem.”

Reenquadrando essas reações instintivas, podes distanciar-te desses pensamentos negativos, o que pode permitir que vejas mais facilmente as mentiras pelo que elas são. Vê os teus pensamentos à distância e começarás a tocar muito mais músicas de esperança e paz e menos músicas de “toda a gente me odeia”.

2. Fala na Terceira Pessoa

Distanciares-te da tua própria conversa interna pode ser surpreendentemente útil, como revelou um estudo de 2014. Os participantes que se referiram a si mesmos na terceira pessoa (“Ela é uma ótima pessoa com problemas solucionáveis”) durante a introspecção tiveram menos ansiedade do que as pessoas que falaram na primeira pessoa (“Eu sou uma pessoa esperta com problemas solucionáveis”).

Esta é uma evidência de que usar a terceira pessoa automaticamente coloca esses pensamentos à distância e permite tratá-los de forma mais racional e menos emocional.

Basicamente, quando falas na terceira pessoa, estás a agir como se estivesses a falar com uma pessoa diferente. Assim como não dirias: “Ficas tão feia nesse vestido” para um amigo, quando usas a terceira pessoa, é muito menos provável dizeres isso a ti mesmo. Pode parecer um pouco estranho no começo, mas se tentares, podes perceber que funciona para ti também.

3. Nomeia esse idiota

Shefali Raina recomenda outra técnica de distanciamento para domar os teus instintos negativos. Em vez de usares a terceira pessoa, dá um nome aos teus pensamentos malvados. “Nomear ajuda a criar um espaço entre a mensagem e tu mesmo”, diz ela. “Isso dá a oportunidade de por esses pensamentos negativos de lado e voltar ao controle do teu destino novamente.”

Ou nomeia o teu sabotador interno como “Maria, Joana, João”, enfim, e diz-lhe para calar a boca. É uma maneira realmente sólida e divertida de reduzir o stresse – e funciona.

4. Observa as tuas palavras

Depois de perceberes os teus pensamentos negativos, podes começar a mudá-los. Uma maneira fácil de começar é tirar algumas palavras do seu vocabulário da conversa interna. A conselheira Melanie Hall, M.A., LCPC, recomenda limitar o uso de “sempre”, “nunca” e “deveria”.

“Usar absolutos como ‘nunca’ e ‘sempre’ enfraquece a pessoa e é auto-destrutivo”, diz Hall. “Existem intervalos para a maioria das coisas na vida – poucas coisas são finais enquanto a vida está em movimento.” Quando se trata do termo “deveria”, Hall diz que esta palavra pode ser punitiva e geralmente está ligada à vergonha e à culpa. Tirando essas palavras da tua conversa interior, instantaneamente tens pensamentos que são menos drásticos, mais equilibrados e provavelmente menos negativos.

Em vez de dizeres: “Eu deveria trabalhar mais”, tenta, “eu posso trabalhar mais”, “eu vou trabalhar mais”, ou “eu poderia trabalhar mais, mas eu tenho coisas melhores para fazer com a minha vida “. O último talvez não seja a melhor escolha, mas é certamente o meu favorito.

5. Olha para o lado luminoso

Agora que já consegues identificar pensamentos negativos e fazer pequenas mudanças, é hora de realmente fazer mudanças, transformando a conversa interna negativa em conversa interna positiva. E quando praticas uma conversa interna positiva, não é apenas um pequeno trabalho para te fazer sentir bem – pode realmente mudar a tua atitude, a tua visão da vida e as tuas ações no mundo. Estudos descobriram que a conversa interna positiva pode até mesmo ajudar os atletas a ter um melhor desempenho em situações de alto risco.

Então, mesmo que pareça estranho, tenta colocar um pouco de positividade em todos os teus pensamentos negativos. Talvez “eu errei, sou tão estúpida”, tornar-se “eu estraguei tudo e sei que não vou fazer isso de novo porque sou uma pessoa esperta e trabalhadora”.

Às vezes é muito difícil ir da escuridão para a luz. Mas mesmo ir apenas do escuro para o neutro pode fazer a diferença. Então, em vez de “Ugh, a minha barriga é grande e gorda”, poderias pensar: “A minha barriga está grande. Eu gostaria que fosse menor”. Não estás exatamente a arrotar arco-íris, mas pelo menos estás a olhar a situação objetivamente e não se sentes culpado.

Com o tempo, será mais fácil mudar pensamentos neutros em pensamentos positivos. Então, quem sabe, talvez te apanhes a pensar: “Uau, és tão inteligente, fizeste um ótimo trabalho hoje” sem nenhum aviso. Isso pode levar algum tempo, mas esse tipo de atitude positiva é atingível quando começas a trabalhar a tua conversa interna.

6. Faz um diário de gratidão

Para ajudar a alcançar uma aura geral de positividade, todos os especialistas que entrevistei disseram iniciar um diário de gratidão. “Encorajo os clientes a escrever de três a cinco coisas pelas quais são gratos todos os dias. Isso ajuda a redirecionar o padrão de pensamento para o copo que está meio cheio, em vez de meio vazio”, diz Hall.

Hall recomenda dedicares tempo e realmente sentires a felicidade que as coisas do diário da gratidão te trouxerem. Depois de um tempo, começarás a procurar as coisas positivas da vida, em vez de te agarrares sempre ao negativo. E a tua conversa contigo seguirá o exemplo.

7. Torna-te RAIN

Pedir que passes por cada um destes passos toda a vez que tiveres um pensamento mau é meio que pedir muito. Então, Raina recomenda o método RAIN como uma maneira prática de lembrares os passos para mudar a tua conversa interna.

  • R – Reconhecer a conversa interna negativa
  • A – Aceitar a mensagem
  • I – Investigar
  • N – Não te identificares com a Negatividade

Basicamente, percebe que estás a ser um idiota para ti mesmo, aceita que isso aconteceu em vez de discutires contigo mesmo sobre isso, perceber se esse pensamento tem um significado realmente verdadeiro ou é apenas um exagero ou uma falsa percepção, distancia-te da negatividade e muda para um positivo ou um neutro.

Ainda assim, isto parece muito difícil, mas pensa no que a autoconfiança mental exige. É cansativo pensar em coisas desagradáveis ​​sobre ti 24/7. Ao desacelerares, analisares os teus pensamentos e passares por essas etapas simples, a negatividade começará a desaparecer e um tu mais feliz surgirá.

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