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Última Carta De Amor "A Má Noticia é Que Aparentemente Estou Morta"


Já lá vão quase 3 anos que li esta postagem no Facebook. Foi mais umas daquelas histórias que tocaram emocionalmente as pessoas e que se tornou viral.

Hoje, ao vasculhar os meus rascunhos, achei que devia partilhar convosco…
A norte americana Heather recebeu um diagnóstico terminal em Agosto de 2014 e desde então passou a escrever cartas para a sua filha. Quando morreu, no mês de Dezembro, Jeff, o seu marido, partilhou no Facebook a carta que ela deixou para a família e amigos.

“Então… tenho boas e más notícias. A má notícia é que, aparentemente, eu estou morta.

A boa notícia é que, se estás a ler isto, é porque definitivamente tu não estás (a não ser que tenham wifi no além). Concordo, é uma porcaria. É uma porcaria sem tamanho, mas sinto-me muito feliz por ter vivido uma vida tão repleta de amor, alegria e amigos incríveis. Tenho sorte em poder dizer, com toda a sinceridade, que tenho zero arrependimentos e que gastei todas as minhas energias tentando viver a vida ao máximo.

Eu amo todos vocês e agradeço a cada um por ter dividido comigo momentos maravilhosos.

Qualquer que seja a tua religião, eu fico feliz que ela te traga algum consolo. Mas peço que respeites o facto de que nós não somos religiosos. Então, por favor, não diga a Brianna que estou no céu. Na cabeçinha dela, isso significa que eu escolhi estar noutro lugar, que eu a deixei. Na verdade, eu fiz tudo o que pude para ficar junto dela e não há nenhum, NENHUM outro lugar em que eu preferiria estar do que ao lado dela e de Jeff. Por favor, não a confundam, não a façam pensar, nem por um segundo, que isso talvez possa não ser verdade. Porque eu não estou no céu. Estou aqui. Só não estou nesta porcaria de corpo que se virou contra mim. A minha energia, o meu amor, o meu riso, e todas aquelas lembranças incríveis, está tudo aqui com vocês. Por favor, não te lembres de mim com pena ou com tristeza.

Sorri, sabendo o tanto que nós nos divertimos juntos, sabendo que o tempo que passamos juntos foi maravilhoso. Eu detesto deixar as pessoas tristes.

Mais do que qualquer coisa, eu adoro fazer as pessoas rirem. Então, por favor, ao invés de ficares a remoer a tragédia da minha morte, ri das lembranças que criámos juntos e do quanto a gente se divertiu. Por favor, conta histórias para a Brianna, para que ela saiba o quanto eu a amo e como sempre vou me orgulhar dela (e faz-me parecer muito, mas muito mais “fixe” do que sou). Porque não há nada na vida que eu ame mais do que ser a mãe dela. Nada. Cada momento que eu passei com ela foi uma felicidade que eu não imaginava existir até que ela apareceu na minha vida. E não digas que eu perdi a batalha contra o cancro. Porque o cancro pode ter tirado tudo de mim, mas ele não tirou o meu amor, a minha esperança ou a minha alegria. Não foi uma batalha, foi simplesmente a vida. Muitas vezes ela é brutal e injusta, e é assim que as coisas são.

Eu não perdi, caramba. Eu considero a forma como vivi com cancro, durante anos, uma vitória enorme. Por favor, lembra-te disso.

E o mais importante, eu tive a sorte de passar mais de uma década com o amor da minha vida e com o meu melhor amigo, Jeff. Almas gémeas existem. Cada dia com Jeff ao meu lado foi hilariante e repleto de amor. Ele é, com certeza, o melhor marido do universo. Durante toda essa porcaria de cancro, ele nunca vacilou, mesmo naqueles momentos em que a maioria das pessoas iria querer fugir. Mesmo nos piores dias imagináveis, encontrámos uma forma de rir juntos. Eu o amo mais do que a própria vida e acredito sinceramente que esse amor, de tão especial, só pode ser eterno.

O tempo é o que há de mais precioso neste mundo, e eu sou muito grata por ter partilhado tantos anos da minha vida com Jeff. Eu amo-te.

E eu acredito que a nossa filha é uma encarnação desse amor. Só de pensar que vou ter que me despedir de vocês, isso parte o meu coração. E se a tua tristeza for a metade da minha, meu coração se parte de novo, porque a última coisa que eu quero nesta vida é fazer-vos sofrerem. Eu espero que, com o tempo, vocês possam pensar em mim com um sorriso porque, caramba, tivemos uma vida incrível. Então pesquisem aí o “Physicist’s Eulogy” no Google e saibam que é um facto científico: eu vou estar sempre com vocês. Eu sei que, se vocês pararem e prestarem atenção, vou estar aí (da forma menos assustadora possível). Vocês são o meu mundo e não há palavras que descrevam o quanto eu amei cada instante que passámos juntos.

Amigos, eu amo-vos a todos e agradeço a cada um por uma vida inacreditável.

E obrigada a todos os médicos e enfermeiros maravilhosos que cuidaram tão bem de mim. Eu não duvido que a minha equipe médica fez tudo o que pôde. Do fundo do meu coração, eu desejo a todos uma vida longa e saudável, e eu espero que vocês possam sentir a mesma gratidão que eu sinto por cada dia vivido. Se fores ao meu enterro, por favor assegura-te de que a conta do bar esteja à altura da ocasião. Liga o som, toca “Keg on My Coffin” (Barril de cerveja no meu caixão) e dança em cima da mesa (em algum momento é bom que haja alguém dançando).

Celebra a beleza da vida com uma festa de arromba porque é isso que eu gostaria.

Eu acredito que, de alguma maneira, eu vou encontrar um jeito de estar lá também (sabes que detesto perder uma boa festa). E como eu estou aguardando ansiosa a oportunidade de assombrar-vos a todos, na verdade isto não é um adeus, e sim um até breve. Por favor, faz apenas uma coisa por mim: tira alguns minutos cada dia para celebrar essa aventura frágil e louca da vida. E nunca te esqueças: cada dia importa.”
Embora tenha o link da postagem original, vou deixar no anonimato. Não quero mexer nesta dor que é o luto, depois deste tempo passado.
O que acharam desta carta, incrível, não é? Deixem o vosso comentário e, se acham que vale a pena, partilhem 😉
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